Porca miséria resmungava, mexendo na caixa. Não estava achando a porca. Justamente. Justamente o ajuste que faltava. Por mais parafusos que comesse, por mais arruelas que bebesse a perna estava solta e tinha perdido a porca.
A perna estava solta, por um fio com seus parafusos empenados. De olhar o fio que estava, seu baço e fígado se reviraram, faltava graxa. Seu corpo ruiu estabacado no chão entre parafusos, porcas e arruelas espalhadas. Porca miséria foram suas últimas palavras.